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Jornal Arte & Musica

  •  Artigo 1

ESTUDAR  MÚSICA  MELHORA  O  DESEMPENHO ESCOLAR

“ a música é um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro” – Platão.

Através de pesquisas atuais,  podemos confirmar essas  palavras.

Estudos  realizados na neurociência,  evidenciam os efeitos sobre a atividade cerebral  e lateralidade que a música exerce no ser humano.

Pesquisas de cientistas ( Schlaug, da Escola de Medicina de Harvard –EUA , e Gaser, da Universidade de Jena -Alemanha) revelaram que, ao comparar cérebros de músicos e não músicos, os do primeiro grupo apresentavam  maior quantidade de massa cinzenta.

Outra linha de estudos aponta a proximidade entre a música e o raciocínio lógico-matemático. Segundo Schaw, Irvine e Rauscher,  pesquisadores da Universidade de Wisconsin, alunos que receberam aulas de música apresentavam resultados de 15 a 41% superiores em testes de proporções e frações do que os de outras crianças.

Podemos acrescentar um estudo conduzido na Universidade do Texas, onde após pesquisas constatou-se que  alunos de música em idade escolar têm menos problemas com álcool e drogas, são emocionalmente mais saudáveis e tem  uma melhor concentração para os estudos.

Fechamos o artigo com as palavras de Bréscia “ o aprendizado de música, além de favorecer o desenvolvimento afetivo, amplia a atividade cerebral, melhora o desempenho escolar dos alunos e contribui para integrar socialmente o indivíduo”.

Virginia de la Cruz

 

  • Artigo 2

APRENDIZADO E TEMPO NECESSÁRIO EM AULA

O processo de aprendizagem musical é complexo e require uma determinada quantidade de tempo para a obtenção dos resultados desejados pelo aluno, tanto a longo prazo, quanto em cada sessão separadamente. Em uma sala de aula, o professional normalmente segue uma série de etapas necessárias para que o aprendizado aconteça de maneira adequada, as quais vão de acordo com uma certa lógica. Por exemplo, o professor poderia optar por iniciar com um aquecimento e uma avaliação do que foi ensinado até o momento, em seguida partindo para as explicações teóricas e a prática do instrumento em si, e finalizando com correções e recomendações para os estudos realizados fora do momento da aula.

Desta forma, cada etapa torna-se fundamental para o aprendizado, exigindo um tempo mínimo de duração. A redução da carga horária de aula acarretaria na exclusão de algumas dessas etapas, ou ao menos, faria com que o professor não tivesse tempo suficiente para dar a atenção apropriada a cada uma delas. Afinal, quão estimulado um aluno ficaria sem um tempo básico para correção, avaliação e prática de seus estudos, sendo apenas bombardeado com informações uma semana após a outra? Assim sendo, aulas de cinquenta minutos ou uma hora de duração permitem que todas as etapas do ensino sejam concretizadas, além de ambientarem o aluno com o momento de aprendizagem, fazendo com que a aula flua com maior qualidade.

Érico de la Cruz Guerra

  • Artigo 3

DESMISTIFICANDO O APRENDIZADO DE CANTO
           

Questões como “Acho que para cantar, a pessoa tem que ter um dom natural que simplesmente quando se quer Cantar a pessoa abre a boca e canta!” ou  “Será que é possível, eu que nunca cantei, começar a Cantar?”  são muito comuns entre alunos e pessoas interessadas em estudar Canto.

Para se ter uma boa voz ou ainda para alunos com pretensões de se tornar um(a) Cantor(a) Profissional, acima de tudo, deve-se ter:

– DETERMINAÇÃO :  Qual é o meu objetivo com as aulas de Canto? Para que quero aprender a Cantar? Estas e outras perguntas, o aluno interessado deve-se fazer. E com as respostas, saberá claramente qual seu verdadeiro objetivo.

– DEDICAÇÃO/DISCIPLINA : Traçado o objetivo, ficará tudo muito mais fácil. O que logo determina qual será sua dedicação e disciplina na hora dos estudos.

–  FOCO :  O que quero aprender? Esta pergunta é a mais fácil de responder, porém, determina o “Estilo” que se quer aprender.

Existem alunos que tem o foco na Música Popular Brasileira, outros no Gospel, Rock, Soul ou mesmo no Canto Lírico(Ópera) e a Técnica Vocal Específica para o Teatro Musical – Belting (Musical Theater – Broadway).

DETERMINAÇÃO, DEDICAÇÃO/ DISCIPLINA e FOCO são fatores essenciais para que se tenha resultado em seu aprendizado. Se você está dentro deste perfil, não perca mais tempo, seja qual for seu estilo preferido, inscreva-se já!

Henrique Dronneau

Professor Licenciado em Música e Bacharel em Canto

– Canto Popular , Canto Lirico, Belting(Musical Theater – Broadway)

 

  • Artigo 4

ESTUDANDO BLUES

 

O blues se origina na  África, onde a tradição passa  de pai para filho. Nos EUA , surge a partir de cantos de fe religiosa chamados spirituals,  assim como de cánticos e canções de trabalho das comunidades de escravos libertos. Suas letras, normalmente,  incluiam protestos contra a escravidão.  Tem excercido grande importancia na música popular ocidental, definindo e influenciando o surgimento da maioria dos estilos como o jazz, rhythm and blues, rock and roll  e música country, além de ska-rocksteady  e soul music. É composto por 12 compassos,  sendo o Blues Maior a categoria cuja cadência basica se constitui  por acordes Dominates (X7)

Neste artigo mostrarei algumas possibilidades de harmonizações dentro do Blues Maior.

Sendo sua cadência básica  I-IV-V, conforme modelo abaixo em F:

|| F7 | % | % | % | Bb7 | % | F7 | % | C7 | Bb7 | F7 | % ||

Encerramos nosso artigo apresentando  algumas possibilidades de variações que podem aproveitar em seus estudos:

1) ||  F7 | Bb7 | F7 | % | Bb7 | % | F7 | % | Gm7 | C7 | F7 | C7 ||

2) || F7 | Bb7 | F7 | % | Bb7 | % | F7 | Dm7 | Gm7 | C7 | F7 Dm7 | G7 C7||

3) || F7 | Bb7 | F7 | Cm7 F7| Bb7 |  % | F7 | Am7(b5) D7 | Gm7 | C7 | F7 D7 | Gm7 C7 ||

 

 Wagner Bennert

Baixista

  • Artigo 5

7 REGRAS PARA O ENSAIO DE UMA BANDA

A temporada de bandas está começando na Arte&Musica e até novembro  elas estarão aprendendo, compondo e produzindo suas músicas para serem tocadas no nosso show anual. Aproveitando o embalo do começo das nossas atividades, aproveito para falar um pouco sobre o que eu considero os sete mandamentos de um ensaio de banda, com algumas dicas para essa experiência se tornar mais fácil e prazerosa, além de muito mais musical. Lá vai:

1- Chegar no horário

O  ensaio dura uma hora e pode não parecer mas esse tempo é curto. O ideal é chegar 10 minutos antes do ensaio para montar o equipamento com calma e poder começar na hora marcada.

 2- Tirar as musicas

Ensaio é a hora de praticar em conjunto o que foi estudado em casa e não a de aprender a musica que será tocada, então economize tempo chegando com a música pronta pra ser tocada.

 3- esperar a hora certa de tocar

A nossa vontade quando estamos com o instrumento na mão é sempre ficar tocando, mas pro ensaio render muitas vezes será preciso que alguns integrantes da banda façam silencio para que seja combinada uma parte especifica da musica ou para que essa parte seja tocada.

 4- respeitar as opiniões de todos

Como um ensaio é uma atividade realizada essencialmente em grupo, várias vezes o músico será obrigado a lidar com opiniões diferentes das suas. Ouça idéias de outros integrantes e não deixe de dar as suas próprias, lembrando que quem decide o melhor para a música é a banda toda.

 5- fazer o que a musica pede

Muitas vezes a música que vamos tocar é simples e achamos que o último exercício estudado (aquele com milhares de notas na velocidade da luz) é perfeito para a ocasião, mas nem sempre é o que acontece. Cada música é diferente e algumas vão pedir uma técnica apurada e outras simplesmente um pouco de sentimento na hora de tocar.

6- conservar o equipamento

Mesmo que você leve o seu instrumento para o ensaio (guitarra, baixo, pratos da bateria), muitos equipamentos a serem usado serão de uso comum (corpo da bateria, amplificadores de guitarra, microfone de voz), então conserve os cabos, amplificadores e tambores .

 7- deixar a sala de ensaio como você encontrou

Além de conservar os equipamentos, deixe o local do ensaio arrumado e limpo, ou seja, nada de deixar cabos e estantes espalhados pela sala e muito menos aquela lata de coca-cola amassada e aquele pacote de cebolitos vazio do lado da batera, ok?

No mais é só deixar o som fluir.

André Nigro

Baterista

  • Artigo 6

A ESCALA DE PITAGORAS

A primeira escala  da que temos referencia  chama-se “Escala Pitagórica” , denominada de acordo com seu criador, Pitágoras ( VI a C) que a construiu  através de um monocordio – instrumento dotado de apenas uma corda. Tal corda foi dividida por Pitágoras em 12 sessões iguais. Desta maneira, ao tocar a sexta marca (1/2 da corda), o filósofo  observou que a sonoridade produzida correspondia á uma oitava ,  a nona marca (¾ da corda)  correspondia a uma quarta e a oitava marca ( 2/3  da corda) a uma quinta. Consequentemente surgiram os primeiros intervalos, ou seja o espaço que há entre uma nota e outra.

Esta descoberta foi a responsável pela união da música à matemática, sendo a música considerada por Pitágoras como o quarto ramo da matemática.

Após muitos estudos realizados e regras estipuladas para a música, surgiram muitas escalas, sendo a mais básica  a escala de C (dó maior), como apresentada á seguir:

Dó- Re- Mi- Fa- Sol- La- Si- Dó   ou   C – D – E – F – G – A – B – C

Então…quais seriam dentro desta escala os intervalos descobertos por Pitágoras?

Considerando que o  primeiro Dó (C) representa a tônica, ou seja a nota que da o tom à escala.

O intervalo de oitava refere-se ao espaço que existe entre o primeiro C e o segundo

O de quarta mede o espaço entre a tônica  e a quarta nota

O de quinta , o espaço entre a Tônica e a quinta nota

Assim, os intervalos descobertos por Pitágoras seriam:

A oitava: C (segundo Dó)

A quarta: F

A quinta: G

De onde surgem as nomenclaturas das notas? Exemplo Dó ou C , Ré ou D, etc.  Bom… isso já é outra história a ser contada.

 

Virginia de la Cruz

  • Artigo 7

SINESTESIA:  ouvir cores, ver sons

 

Você sabia que música e cores estão relacionadas?

Newton observou que quando um feixe de luz solar incide num prisma de vidro triangular com um ângulo, uma parte da luz se reflete e outra atravessa o vidro apresentando diferentes cores.

Ele associou estas 7 cores às 7 notas musicais se baseando nas observações dos sofistas da antiga Grécia que acreditavam que existia uma conexão entre som, cor, dias da semana e astros.

Mais tarde Eulalio Ferrer as associa de forma matemática utilizando a escala cromática de tons e semitons.

Outros estudos realizados consideram que há uma correspondência física entre as dimensões físicas da cor (tom, luminosidade e saturação) com as dimensões físicas do som (altura, volume e timbre).

No corpo humano é a Glândula Pineal a encarregada de absorver a luz e converti-la em som e vice-versa (além de outras funções). É aqui que surge o poder curativo da música e sua relação com a cor, duas vibrações capazes de invocar sentimentos e emoções no ser humano.

Com que cores você relaciona sua música preferida?

 

Virginia de la Cruz

  • Artigo 8

O Som

 

Já se perguntaram o que é o som?
Por que tem sons que são agradáveis ao ouvido e outros não?
Que tipo de som torna a música agradável?

O som nada mais é que uma sensação produzida no ouvido pelas vibrações de corpos elásticos. Ao vibrar, o ar se mexe formando “ondas sonoras” que se propagam em todas as direções. Ao chegar aos nossos ouvidos, essas ondas sonoras fazem vibrar a membrana do tímpano transformando-as em impulsos nervosos transmitidas ao cérebro que, funcionando como um decodificador, as identifica como tipos diferentes de sons segundo o tipo de vibração, que pode ser:

• Vibração Regular produz sons de altura definida chamados de sons ou notas musicais. Por !exemplo o som do piano, violino, guitarra, etc.

• Vibração Irregular produz sons de altura indefinida conhecidos como “barulhos”. Por exemplo o !som de um carro, de uma explosão, de um avião, etc.

A música utiliza sons regulares (instrumentos com notas definidas) e irregulares (instrumentos de percussão).

Quer saber mais sobre o som, a música e suas características?… Não perca o próximo artigo!

 

Virginia de la Cruz

 

  • Artigo 9

Um pouquinho de história…  a origem  da música

A música nasce com a natureza, considerando que o som e o ritmo fazem parte do universo e, particularmente  da estrutura humana. O homem pré-histórico descobriu os sons que o cercavam e aprendeu a distingui-los. Mas a música pré-histórica não se configurou como arte e sim como meio de comunicação sempre conectado às palavras, rituais e a dança.

Foi nas regiões férteis ao longo das margens de rios na Ásia Central, que se estabelecem as primeiras civilizações musicais: no vale do Jordão, na Mesopotâmia, na Índia, no Egito e na China. A iconografia destas regiões é rica em representações de instrumentos musicais e práticas relacionadas à música. Porém esta atividade se ligava à magia, a saúde, a metafísica e a política destas civilizações, estando incluídas em rituais religiosos, festas e guerras. A mitologia freqüentemente apresentava divindades ligadas à música.

Foi   na antiguidade clássica, especialmente com a música grega, que  se estabeleceu as bases do sistema de modos e escalas utilizado no mundo ocidental.

E você, já refletiu como a música sempre foi e é importante para a vida?…

Virginia de la Cruz

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